29 January 2009

Se os animais falassem

A caracoleta gorda e anafada de casca riscada e luzidia cruzou-se com uma lesma e exclamou - "Ai coidadinha, olha lá, foste despejada ou és uma sem-abrigo?"
Ao que a lesma respondeu - "Olha lá ó madame escargot, nem uma coisa nem outra, sou só uma lambisgoia desfrutada pronta para ser comida."

Ricardo Casimiro

22x12x09cm, grés
Fantasia de Carnaval

20 January 2009

Há dias assim...

...em que o sono não chega e as noites são longas. Então algumas vezes sento-me ao computador e aproveito para fazer pesquisas. Ontem decidi voltar a pesquisar Hieronymus Bosch e li muita coisa, até chegar a este video. Foi então que eu fiquei estupefacto e incrédulo. Não com a montagem mas com a voz e a canção que desconhecia totalmente. Continuei a pesquisar agora o nome Klaus Nomi e a surpresa continuou quando num outro video a voz adquiriu corpo, roupagem e expressão. Já hoje de manhã voltei ao Google e descobri a letra de "The Cold Song" de Henry Purcell, que aqui transcrevo. Só me apraz dizer que ainda há/houve por aí muitos génios desconhecidos.
PS: Para mais videos de Klaus Nomi procurar no Google.





Cold Song by Henry Purcell (1659-1695)
from the semi-opera "King Arthur", 1691
act 3, prelude and ari
text by J. Dryden

Cold Song (performed by Klaus Nomi)

What Power art thou,
Who from below,
Hast made me rise,
Unwillingly and slow,
From beds of everlasting snow!

See'st thou not how stiff,
And wondrous old,
Far unfit to bear the bitter cold.

I can scarcely move,
Or draw my breath,
I can scarcely move,
Or draw my breath.

Let me, let me,
Let me, let me,
Freeze again...
Let me, let me,
Freeze again to death!

17 January 2009

A caprichosa

Todos os dias e já há alguns meses a minha televisão presenteia-me com a TVE em vez da RTP no canal 1. Vá-se lá saber porquê. Como o comando original já foi para o lixo parece que não há nada a fazer - não quer dizer que eu não veja a RTP, tenho a TV Cabo.
Hoje quando liguei a televisão fui presenteado com uma coisa que há séculos não ouvia. Tem portítulo, e em espanhol soa-me uma delícia, "El vuelo del moscardón", de Rimsky Korsakov. Daí que tenha escolhido esta peça para ilustrar esta publicação.


13 January 2009

O princípio de uma boa amizade


Há cerca de três anos vendi duas ou três peças pequenas a um casal de espanhois. Conversámos imenso pois ela, de nome Almudena, gostou muito das minhas estórias nos "Contos Paranormais" pois ela própria é uma contadora de estórias. Ele é cozinheiro e tem um restaurante nos arredores de Barcelona. O restaurante tem um nome que eu acho muita piada. Chama-se "A Quinta Forca". Ao que parece em tempos longinquos e conturbados foram erigidas quatro forcas em Barcelona. Já nos arredores foi erigida a Quinta Forca, "parece que não tinham mãos a medir"....
Duas ou três semanas depois decidi empacotar uma peça e enviá-la gratuitamente ao Xavier Fabra. A peça chama-se "O galo murcho" e foi posto em lugar de destaque no restaurante.
Desde esse dia que o Xavier me envia a ementa do restaurante em catalão. Sinceramente devo dizer que não percebemos quase nada, mas que a ideia é gira, lá isso é.

PS: Este restaurante tem a mesma ementa durante algum tempo e depois muda tudo. Que ninguem se atreva a pensar em tapas e outras comidas rascas espanholas.... A coisa é fina!

QuintaForca
Tast

Gotet calent de bolets,porros i quinoa.
Recordant el Japó.
Bomba de bacallà,escarola,cítrics i magrana.
Carxofa i carxofa amb fresc de formatge.
Patata esparracada sobre trinxat de col i arengada de la costa.
Sopa d`all,ou escalfat i foie.
Fesols i calçots confitats amb sèpia i sobrassada.
Caneló de gall de corral i ceps.
Galta de vedella amb salsifins i pera al vi.
Tast de formatges.
Postres per pecar una estona mes.
42 e.
Casafort (Nulles- Tarragona) 676.939.859 – 977.050.080
www.quintaforca.cat

11 January 2009

O cobrador de impostos

Mat: grés; Dim da moldura: 40x59cm

Palavras para quê? Marreco, intrépido cobra o que têm e o que não têm e quando não lhes resta mais nada leva-lhes a alma.
Alcunha: o carniceiro do rei
PS: Esta é uma obra de 2003 quando eu decidi fazer cerâmica para pendurar na parede, depois de estar farto de ouvir dizer - "Ah, é muito interessante, mas já não tenho onde pôr mais nada."
E eu pensava cá para mim - "Pois, se fosse um quadro numa galeria de arte comprava, já que um bocadinho de parede arranja-se sempre...."
Nota: Se clicar na imagem pode vê-la aumentada.

09 January 2009

A vaga de frio e a minha ida à Alemanha

Sendo natural de Setúbal e residente em Lisboa há 44 anos, sou um priviligiado em relação ao estado do tempo. Nos primeiros dias na Alemanha fui a uma grande superfície para fazer algumas compras de supermercado. Ao subir numa escada rolante observei que na escada descendente ao lado da minha uma mulher retirou da parte lateral da escada uma pala prateada enroladinha e pô-la no seu carrinho de compras. A pala é similar à que todos os portugueses pôem no tabelier do carro no Verão. Então eu pensei - "Esta mulher é doida! Só porque a pala deve estar de saldo ela vai comprá-la em Dezembro?"
Alguns dias depois o tempo piorou e começou a formar-se gelo durante a noite. Foi então que uma manhã eu comecei a ouvir um barulho vindo da rua de "rasp, rasp, rasp....." Intrigado pensei que raio de barulho é este às sete da manhã? Subi a persiana e investiguei. A explicação era bem simples: os carros ficam cobertos de gelo e toda a gente começa por raspar o gelo dos vidros antes de porem o carro a trabalhar, além de que toda a gente pôe a célebre pala prateada do lado de fora do parabrisas para evitar o gelo e terem menos para raspar.
Na véspera de Ano Novo o tempo piorou ainda mais e novamente de manhã bem cedo comecei a ouvir um barulho de "crunch, crunch, crunch..." que me intrigou. Nessa manhã quando saímos de casa e nos dirigimos ao carro, eu percebi o que era: o chão estava coberto de grandes cristais de gelo que ao serem pisados faziam o tal barulho. À noite, no mesmo dia, todo o chão estava coberto de gelo mas agora lisinho e um autentico ringue de patinagem. Era muito difícil andar sem escorregar.
PS: Felizmente quando cheguei a Lisboa estavam 14ºC. Mas foi sol de pouca dura.....

06 January 2009

Balanço de 2008

Peça de suspensão em grés
Dim: 39x19x12cm
Esta peça nunca foi exposta nem publicada no blog. Faz parte das 150 peças que executei durante os 8 meses em que trabalhei em 2008. Organizei trabalhos para três exposições diferentes. Infelizmente nenhuma viu a luz da ribalta nem nenhuma saiu do meu atelier.
Espero que 2009 seja melhor que 2008, porque estou quase a perder a pica....
PS: Hoje deixei o forno ligado para cozer mais 12 peças, que vão somar a todas as que fiz em 2008. Qualquer dia não me posso mexer no atelier....

03 January 2009

Natal na Alemanha

No dia 28 de Dezembro fomos tomar um "brunch" a um sítio muito interessante porque no exterior havia várias cercas com diversos animais, desde gansos, cabras, um porco vietnamita, vários cavalos e burros. No interior além da sala de refeições havia um picadeiro. A temperatura exterior nesse dia era de -5ºC.

A superfície que se vê no poço é gelo.

Este puto achou que com uma pedrinha ia conseguir partir o gelo....

Abrigo

Podia ser uma "Sagrada família asinina".

20 December 2008

Auto-retrato


Sou um carrapato, bicho do mato de mau feitio e mau trato.

Serve esta publicação para informar que até à primeira semana de Janeiro este blog vai ficar mudo. É que vou passar o Natal e o Fim do Ano à Alemanha com o meu amigo Roland e a família dele.

13 December 2008

A crise e o quotidiano na cidade

O autocarro parou no Campo das Cebolas. Ao meu lado seguiam dois rapazes de 14 ou 15 anos. Lá fora havia uma roulotte de venda de farturas. Um dos rapazes disse - "Olha, se tivessemos saido aquí podiamos ter comido uma fartura."
Entretanto ele viu o preço das farturas e exclamou - "É pá, uma fartura já custa um euro, a crise chegou às farturas!"
Aqui o outro rapaz disse - "Tás enganado, antes pelo contrário, a crise começou por causa das 'farturas'."

PS: Eu só pude rir por dentro e pensar - "Afinal a juventude não é toda cabeça no ar."
Ricardo Casimiro

04 December 2008

Natal de 1952

Na casa dos meus pais quando eu era criança púnhamos o sapatinho na chaminé. Em 1952 eu tinha 5 anos e lembro-me que na véspera de Natal juntava todos os pares de sapatos que tinha para verificar quais eram os sapatos maiores, pois na minha óptica quanto maiores fossem os sapatos mais presentes lá caberiam.

PS: As crianças são assim, quando ainda acreditam no Pai Natal...

30 November 2008

Natal 2008

Conjunto de três carrapatos simbolizando as figuras principais do presépio. Construidas em grés.

Ricardo Casimiro Cerâmica deseja a todos os amigos e visitantes deste blog Um Bom Natal e um Feliz 2009.

23 November 2008

Bobi, o orgulho da dona

Montagem composta por 10 peças de baixo relevo executadas em grés.

Acreditem ou não, mas esta composição em cerâmica está feita há mais de três anos e guardada numa gaveta. Recentemente tive um "vipe" e veio-me à memória a existencia desta obra. Um dia terá direito à respectiva montagem com moldura. A moldura que se vê na segunda fotografia é velha e de madeira, mas a posição não é a correcta. Foi só para o boneco.


16 November 2008

Espaço Opção - Porto

Eu e a Sofia Beça na inauguração do novo espaço Opção no Porto, na Rua Formosa 170 (ver blogue da Sofia Beça para localização).

PS: Eu como de costume não fico muito bem nas fotografias. Nesta estou de boca aberta...

15 November 2008

O papagaio da Dona Rosa

Todas as noites antes de ir para a cama a Dona Rosa tapava o papagaio. Quando se levantava destapava-o e ele todo alegre papagueava - "Bom dia Dona Rosa. Bom dia Dona Rosa."
Naquela manhã esplendorosa a cena repetiu-se mas logo de seguida bateram à porta. Era o marido da Dona Rosa, embarcadiço, que regressava de três meses no mar.
A Dona Rosa apressou-se a tapar o papagaio e ambos correram para o quarto. Foi então que o papagaio gritou de dentro da gaiola - "Oh Dona Rosa, mas que dia tão curto!!"

Tal como o papagaio da Dona Rosa o "descomplexado" que pensava que ia ficar no Porto me sussurrou ao ouvido - "Oh paizinho, mas que estadia tão curta."

PS: É que o complexado e mais uns quantos irmãos foram ao Porto para ficar lá, mas regressaram a Lisboa no mesmo dia .... A pulga, essa sim, ficou por lá.

Complexado? Quem?! Eu?!

22x15x09 cm, grés, óxidos e vidrados, 1200ºC

Este Mouro cansado de Lisboa mudou-se para o Porto este fim-de-semana. Depois dou novidades. Carago!!

18 October 2008

Oh! Não!!

Dim: 23x09x09 cm; Mat: grés, vidrados, cozedura 1200ºC.
Peça de suspensão.

Em várias circunstancias autodenominei-me "anarquista". Gostaria de explicar aqui o porquê desse adjectivo. Anarquista é por definição aquele que não respeita as regras estabelecidas. Acontece que no meu trabalho o que mais me faz vibrar é o desafio de encontrar formas de combinar diferentes elementos para compor uma peça. Há muitos, muitos anos vi uma peça de cerâmica contemporânea de um autor japonês, no British Museum em Londres, que me surpreendeu ao segundo olhar. Era uma peça fálica à primeira vista. No entanto olhando mais atentamente não se tratava mais do que uma beringela e dois frutos arredondados.

Ao representar a figura "aparentemente" humana tento usar tudo o que me vem à imaginação para representar boca, olhos, orelhas, braços, pernas, etc. É esta composição anárquica de formas que me leva a maliciosamente me considerar um ceramista anarquista. Esta peça aqui por mim designada "oh! não!!" é formada por um conjunto de vários pénis mais ou menos óbvios.
PS: A malícia está no olhar....

12 October 2008

Num circo de pulgas tudo é possível

Absurdo, grotesco, fantástico, imaginativo, anarquico...

Envie-me o seu adjectivo para o meu trabalho e eu publicá-lo-ei.

05 October 2008

Cãorino


Esta peça é composta de duas partes. A peça própriamente dita e uma base de apoio. Como é hábito feita em grés, colorida com óxidos e vidrados.

Imaginem uma noite selvagem de "rave" no jardim zoológico. Alguns meses depois para espanto dos tratadores começaram a nascer exemplares fantásticos como este aqui descrito. Resultado de uma paixão escaldante entre uma rinoceronte e quem sabe um pitbull ou qualquer outro rafeiro.

27 September 2008

O guardador de sonhos



Uma das coisas que me "irrita" são algumas peças cerâmicas muito "certinhas". Daí que me desafio muitas vezes a fazer peças que desafiam o convencionalismo. Imaginei portanto uma peça que estivesse sentada mas aparentemente em quase desiquilíbrio. O título algumas vezes surge depois da peça feita. Durante um ou mais dias sento-me a olhar para a peça e a imaginá-lo. O título desta peça surgiu da reminiscência da personagem "Belimunda" do Memorial do Convento de José Saramago.

21 September 2008

Anão bailarino



Só danço em pontas

Olá gente!

Estou de volta, agora que o verão acabou e que encerrei a época balnear. Ainda não voltei ao trabalho. Quer dizer meter as mãos na massa. Como há muito tempo não publicava nada no blog lembrei-me desta peça que faz parte da série "Anões".

10 August 2008

Quando a esmola é muita o fisco desconfia

O ogre e a formiguinha

Peça inspirada na estória do escorpião que pediu ajuda a um outro animal de maior porte para atravessar o rio mas que a meio do rio não resitiu à sua natureza e picou o outro animal.... peça que faz parte da série "Contos Paranormais" e foi doada juntamente com outras ao Museu de Olaria de Barcelos.

Não gostaria de ter de fazer esta publicação no meu blog mas não pude resistir a vos contar o porquê. Há anos que faço donativos ao Banco Alimentar Contra a Fome e a uma instituição de solidariedade religiosa. O ano passado fiz também um donativo de várias peças cerâmicas ao museu....
Depois de fazer a declaração de IRS recebi uma notificação em carta registada para me dirigir à repartição de finanças da área da minha residencia para fazer prova dos benifícios fiscais. Vai daí lá vou eu às finanças com a papelada e perdi 45 minutos para lhes mostrar os comprovativos.
Acontece que para quem não sabe os donativos só são válidos quando acompanhados de declaração dos mesmos com indicação do número de identificação fiscal das entidades que os receberam. Daí o meu espanto em ter de perder tempo nas finanças. Então o senhor fisco não podia teclar o número fiscal das entidades e comprovar os meus donativos? Ainda para mais quando eu fiz um donativo ao próprio estado!?

PS. Acontece que eu acredito que é preciso dividir para multiplicar. A solidariedade nunca fez mal a ninguém mas também não precisa de ser apregoada ao vento.

09 August 2008

Cerâmica e criatividade


Peça de 2004
Como ceramista nunca me interessou fazer repetidamente a mesma peça. Interessei-me sempre pela possibilidade que a cerâmica tem de experimentar diferentes técnicas e ao mesmo tempo reinventá-las. Esta peça, ainda que não pareça, foi feita à lastra, aliás como quase todas as minhas peças, a partir de "barro preto" a que juntei chamota. No interior coloquei barbotina branca e no exterior terra sigilata produzida a partir de barro vermelho. Depois de ligeiramente seca raspei parte da terra sigilata ficando assim a notar-se o barro preto dando esta ideia de "laivos". Depois veio a paciencia de chinês, isto é, polir todo o exterior da peça com a parte convexa de uma colher de sopa. Após a chacotagem da peça a mesma foi encerada com cera de abelhas e polida com um pano.

03 August 2008

(Touro) Lutador de Sumo

Peça de suspensão em grés, 2007
Esta peça foi exposta o ano passado em Leiria e está algures no meu atelier.

02 August 2008

Desabafo

2008 está a ser o ano do desencanto. Desde o início do ano que tenho tentado manter vivo o espírito e mostrar ao público o meu trabalho. Em vão. Enviei curriculos, expus projectos e apresentei propostas. Como eu não trabalho em cima do joelho escusado será dizer que tudo foi bem apresentado e ilustrado.
Mas a estrelinha tem estado encoberta por densas nuvens. A maior parte das entidades nem às malvas me mandou. Uma célebre Cooperativa do Porto respondeu-me seis meses depois para me informar que agora só organizam exposições por convite. Um museu respondeu-me que só tinha vaga em agenda em 2010. Outro nem "nim" nem "são". Ao meu pedido pessoal de ajuda disse nada.
Agora os concursos internacionais. Alcorá rejeitou a minha proposta, bem como outro concurso internacional na Austrália.

Peça proposta para a Austrália

Resta-me ver o que vai acontecer no concurso na Coreia 2009, mas provávelmente o mesmo que em 2007 (proposta não aceite). A cerâmica figurativa, como é o meu trabalho, é muito difícil de agradar a gregos e troianos e em especial a quem vê ainda a cerâmica como pratos e jarras ou mais actualmente "cerâmica de design". Ah e estava a esquecer-me do "chamado concurso de design do Museu Berardo"......Obrigado pela sua participação mas não foi seleccionado; temos a certeza que outras oportunidades haverá....

Peça protótipo proposta ao Museu Berardo

Pois é, e a loja do Museu onde as peças iriam ser comercializadas afinal vai ser adjudicada a uma terceira identidade através de concurso. Em que é que ficamos afinal?!....
Se calhar o melhor é fazer pratos e jarras ou quiçá galos de Barcelos (sem desprimor para os ditos). Eu para dizer a verdade eventualmente vou optar pela vernácula loiça das Caldas. Daquela que se vende por baixo da bancada.

Ricardo Casimiro

P.S. E depois admiram-se do Van Gogh ter automutilado uma orelha. Certamente não foi para se ver livre da pulga.

27 July 2008

A cerâmica contemporânea ficou mais pobre

Peças de Armando Correia presentes na 5ª Mostra de Cerâmica Contemporânea de S. Martinho do Porto

Faleceu Armando Correia no passado sábado 26 de Julho aos 72 anos. Era um Artista que utilizava a Cerâmica como veículo de expressão. Pintava quadros e desenhava tambem, mas foi através da Cerâmica que se tornou conhecido. Dotado de uma enorme capacidade criativa e uma técnica impar, criava peças de grande beleza que demonstravam uma enorme sensibilidade. Foi Vice Presidente da Associação de Cerâmica "Colectivo 3 cês" e foi certamente uma referência para muitos ceramistas que tinham grande respeito e admiração por ele e pelo seu trabalho. Ficará na memória daqueles que tiveram o previlégio de o conhecer. A Cerâmica, essa ficará certamente mais pobre.

26 July 2008

Ainda sobre Cáceres

Torre de Sande, Cáceres

Em toda a Estremadura espanhola é possível ver cegonhas a voar ou a alimentarem-se. A cidade de Cáceres, particularmente o centro histórico, é bem conhecida pelas suas cegonhas que nidificam em tudo quanto é campanário ou qualquer outro ponto alto dos seus edifícios. Os dejectos destas cegonhas podem ser um inconveniente, mas vê-las majestosas empoleiradas lá no alto é um espectáculo.

20 July 2008

Fim-de-semana em Cáceres

No passado fim-de-semana de 12/13 de Julho fomos a Espanha. Mais precisamente a Cáceres para visistar a nossa amiga Amparo Campa. Cáceres é uma cidade medieval, com o centro histórico muito bem preservado, única na Europa e Património Mundial da Humanidade.
Nós adoramos Cáceres e só fica a três horas de Lisboa, um bocadinho para lá de Badajoz. Estas são algumas das fotografias. Ricardo, Roland, Sandra (a mais jovem) e Amparo (a mais elegante e chic com a sua malinha da marca Loewe).